Ela não sabia se deveria gritar naquela hora, não sabia se podia simplesmente pedir pra ele parar. O lugar estava escuro e não havia ninguém em casa. Ela estava aflita. A luz do poste lá fora iluminava nos seus olhos negros de jabuticaba um grande desespero. Ela parecia uma criança com medo de monstros. Aliás, ela era uma criança. Tinha 13 anos e não sabia o que significava um beijo, não sabia o que significava um abraço, o afeto de um homem. Não sabia o que era fazer amor. Para ela o beijo ainda era uma coisa nojenta. Mas seu padrasto ensinou bem isso tudo.
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